Povo Munduruku organiza sua resistencia realizando auto demarcação das Terras Sawré Muybu entre Itaituba Trairao, no estado do Pará.

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Anderson Barbosa/ Fractures Photo Collective

Cansados de esperar pelo Governo Federal e Funai (Fundação Nacional do Índio) realizarem a demarcação e homologação de suas terras, indígenas da etnia Munduruku decidiram partir para a ação e fazer com suas próprias maos a demarcação de seu territorio, localizado entre os municípios de Trairão e Itaituba, região oeste do estado do Para. No final de outubro, guerreiros e guerreiras do povo Munduruku foram mata adentro, abrindo picadas e marcando em aparelhos GPS uma região que aguarda demarcação por pelo menos 13 anos. De acordo com Juarez Saw Munduruku, cacique da aldeia Sawre Muybu, a iniciativa partiu da ineficácia e descaso das autoridades federais com relação ao territorio Munduruku. A demarcação do local coincide com o projeto hidrelétrico de São Luis do Tapajós, uma entre as 152 hidreletricas previstas para a Amazonia. Com base em vestígios arqueólogicos, o Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitacao da Terra Indígena Sawré Muybu, feito pela FUNAI, confirma que a área historicamente pertence aos indígenas. Os Munduruku se sentem traídos por uma série de acordos não cumpridos pelo governo federal e funai. O estopim para a autodemarcação se deflagrou em setembro, quando os indígenas se reuniram em Brasília com a Funai e reprentantes do Ministério de Minas e Energia e Planejamento. Na reunião, a então presidente da Funai, Maria Augusta Assirati, se comprometeu em dar uma resposta sobre a demarcação da TI Sawré Muybu no final de outubro. Maria Augusta foi exonerada do cargo e o relatório não foi publicado no Diário Oficial da União. “Nos estamos cansados de esperar do governo federal que atenda as nossas reivindicaçoes. Há anos estamos tentando dialogar com o governo, denunciando uma infinidade de ilegalidades que estao acontcendo nas nossas terras. E como o governo não tomou nenhuma providência até agora, mesmo com nossas reivindicações, decidimos fazer por nos mesmos, demarcar nossas terras. Nossos rios já não tem mais peixes, nas matas já esta dificil encontra a nossa caça. Com isso, já nos cansamos de esperar e viemos nos mesmos retomar nossas terras. Sabemos o que e nosso. Conhecemos nosso território e por isso fizemos esta ação de auto demarcação” diz Juarez. A area é notoriamente conhecida pela infinidade de intrusoes que acontece praticamente em toda a Amazonia. São grileiros, garimpeiros de ouro e diamante e madeireiros que exploram impunemente uma regiao rica em vestigios arqueologicos. Recentemente, arqueologos encontraram uma urna funeraria dentro da aldeia Sawre Muybu.

Publicação via Agence France Presse http://news.yahoo.com/photos/munduruku-natives-rest-self-demarcated-ancestral-territory-40-photo-205334132.html

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Galeria

Jump

Com objetivo  de dar continuidade ao trabalho que venho realizando ha dois anos no norte do Brasil, apresento essa galeria para possiveis compradores/as. Desde ja, agradeco.

In order to give continuity to the work I’ve been performing for two years in northern Brazil, meet this gallery for potential buyers.

Thanks.

CONTACT: foto.anderson36@gmail.com

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Black Bloc In Sao Paulo… (Where’s Amarildo?)

Manifestacao contra Sergio Cabral en SP Photos: Anderson Barbosa/Fractures Photo Collective Black Bloc Sao Paulo Protagosnistas dos ultimos protestos que acontecem em varias cidades brasileiras, grupo de Black Bloc tem tomado as ruas, nas manifestacoes contra os governos do Rio e em Sao Paulo, principalmente contra a violencia policial na perifeira paulista e nas favelas cariocas, como no caso de desaparecimento do pedreiro Amarildo Souza, morador da Rocinha que desapareceu em 14 de julho, apos ter sido levado por policiais militares, alem dos gastos de dinheiro publico na construcao ou reforma de estadios para os jogos da copa das Confederacoes, copa do Mundo  de 2014 e das olimpiadas de 2016 Imagens feitas durante protestos que aconteceram em Sao Paulo nos ultimos dias.

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Photos: Anderson Barbosa/Fractures Photo Collective Protagonists of the recent protests that happen in several Brazilian cities, Black Bloc group has taken to the streets in the protests against the Governments of Rio and Sao Paulo, mainly against police violence in the favelas of Rio de Janeiro  and São Paulo perifeira, as in the case of disappearance of the bricklayer Amarildo Souza, a resident of Rocinha who disappeared on July 14, after having been taken away by  police In addition to the spending of the public money on construction or reform of stadiums for the games of the World Cup of Confederations, World Cup 2014 and the  Olympic games in 2016 Images made during protests that took place in Sao Paulo in last days

Reclaim the streets- Sao Paulo/ Brazil

protest against fare increases of public transport

A group of demonstrators stoned him and grafitti in seat of the municipality of Sao Paulo during the sixth protest against fare increases of public transport. They set up barricades and clashed with the riot police gear that little intervened to contain the protesters. After they follow to  Paulista avenue, another group set fire to a panel of Coca-Cola at the corner of Consolacao Street.

Photo: Anderson Barbosa/Fractures Photo Collective

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Belo Monte: manifestantes temem que situação termine como no MS e exigem retirada da polícia

Situacao em ocupacao de Belo Monte é tensa. Indigenas temem que se repita o que aconteceu na manha desta quinta-feira no MS, con indigena Terena

Ocupação Belo Monte

FONTE: CIMI

OcupaBeloMonte 2dOs 170 indígenas acampados há quatro dias na Usina Hidrelétrica Belo Monte exigem a retirada imediata da polícia da ocupação do canteiro. Os manifestantes temem que aconteça o mesmo que no Mato Grosso do Sul, onde uma ação de reintegração de posse na Terra Indígena Buriti terminou com a morte de um indígena Terena na manhã desta quinta-feira, 30.

“Será que depois de um juiz ter derramado sangue no Mato Grosso do Sul, o juiz daqui vai decidir fazer o mesmo?”. Os manifestantes de Belo Monte aguardam uma proposta do governo federal sobre as reivindicações da ocupação.

“Enquanto a houver a presença dos policiais da Força Nacional, não podemos dialogar”, afirmaram os indígenas em carta escrita na manhã de quinta. A notícia do assassinato de um indígena Terena pela Polícia Federal dentro da Terra Indígena Buriti preocupou ainda mais os indígenas, que já temiam um ataque violento.

“Nós…

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State teachers strike

Assembléia dos professores estaduais

Confusion between military police and teachers in the State during a demonstration to set the direction of the strike of the category in AV. Paulista. Against at the end of the strike, the teachers demanded a new assembly and prevented the output sound truck, where was the direction of APEOESP. With the intervention of the military police, began the push pushes and at least three people were arrested

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Famílias retiram sustento de lixão em cidade que diz oferecer oportunidade de trabalho e desenvolvimento

lixaoblog-14

Texto e foto: Anderson Barbosa/Fractures Photo Collective

(English version below)

A cidade de Altamira vem passando por um acelerado processo de crescimento populacional devido as obras da hidrelétrica de Belo Monte que desde junho de 2011 está em andamento na cidade. Até maio de 2012, apenas 11 meses após o início das obras, a cidade saltou de 45 mil para 140 mil habitantes (números da Prefeitura de Altamira), acarretando em problemas no abastecimento de energia que não foi adaptado para atender a crescente demanda na cidade, trafego intenso de veiculos, aumento do preço de vários produtos alimentícios, inclusive os produzidos na região, aumento de 400% do aluguel, tráfico e consumo de drogas e pequenos furtos. A alegação dos responsáveis pela construção da usina, o Consórcio Construtor Belo Monte e a Norte Energia, que foi assimilado por boa parte da população local, é que as obras atraem investimento e consequentemente, desenvolvimento para a cidade de 100 anos mas que sofre com a falta de infraestrutura. Um desejo local desde o inicio da abertura da rodovia Transamazonica, no inicio dos anos de 1970, quando Altamira foi considerada a capital da Transamazonica. Hoje, a cidade que vem sofrendo com o aumento constante do aluguel e dos alimentos devido o crescimento populacional, ainda nao abriu vagas no mercado de trabalho para o cidadão local poder sobreviver na cidade. A maioria dos trabalhadores da construção de Belo Monte são de outros estados. Conhecidos como barrageiros, os trabalhadores são na maioria vindos de outras hidrelétricas e grandes construções pesadas. Recente estudo do Ministerio Publico Federal do Para, aponta apenas 40% da mao de obra local, os demais 60%, sao predominantemente mão de obra migratória, que não pára de surgir na cidade.

Como esse impacto na economia local não foi capaz de suprir a necessidade dos trabalhadores locais, muitas familias vivem da coleta de material reciclável, preferencialmente, retirados do lixão da cidade que ja existe ha 30 anos.

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Dona Irene Souza Almeida, 56 anos, é uma das 40 pessoas que diariamente retiram da grande area onde se despeja todo o lixo produzido não apenas por Altamira, latinhas de aluminio e embalagens plasticas que lhe garante entre 350 e 400 reais por mes na venda do material que é intermediada por pequenos ferro velhos que vendem para indústria de reciclagem.

Dona Irene vive sozinha em uma pequena casa no bairro da Liberdade, proximo 15 minutos do lixão, em uma casa alugada por R$80,00 mensais. “A dona da casa é uma pessoa muito boa e alugou pra mim por esse preco, porque ela teve dó de mim que sou pobre”, conta ela, enquanto afugenta a imensa quantidade de urubus para recolher as latinhas de um monte de lixo recém despejado por um caminhao da limpeza urbana da prefeitura. Mae de 8 filhos, 7 homens e 1 mulher, todos casados, Dona Irente conta que quando foi casada, trabalhava na lavoura de cacau na cidade de Senador Jose Porfilio. Ela conta que foi embora porque nao aguentava mais o marido que sempre chegava alcoolizado em casa e a agredia. Seus filhos ainda trabalham na coleta de cacau em fazendas da região. A filha vive em Vitoria do Xingu, e casada e trabalha como diarista.

Todos os dias, dona Irene chega ao lixão as 7 horas da manha e trabalha ate as 13 horas e diz que ja chegou a recolher cerca de 150 kilos entre aluminio e plastico, o que lhe rendeu um dinheiro inesperado na epoca que lhe permitiu comprar um fogao novo. Em julho de 2012, a Norte Energia havia iniciado um curso de capacitação para todas as pessoas que trabalham no lixão, que contava com noções de cooperativa e administração e operação de maquinas prensa para fazer os fardos com o material recolhido e todo selecionado, devidamente separados. Algumas das pessoas tinham receio deste curso porque nao confiavam nas propostas da empresa e que poderiam ganhar menos no final do mes, devido aos custos que acarretam o funcionamento de uma cooperativa. No lixão de Altamira, cada um adminsitra sua propria produção e como vende. Ha alguns casos em que duas familias trabalham juntas e dividem o lucro. Como não tem gastos, o lucro é praticamente bruto e dividido 50% para cada.

O curso oferecido pela Norte Energia nao seguiu adiante devido a desconfiança dos catadores, desconfianca esta que foi abalada com os protestos de pescadores, indigenas que ocuparam por 2 vezes os canteiros de obra da usina reivindicando o atendimento que havia sido firmado entre o consorcio, Ibama e Funai para o inicio das obras e depois com a greve dos operários que culminou em tres dias que quebradeiras dentro de dois dos 3 principais canteiros de obra, Belo Monte e Sitio Pimental, causando enormes danos ao consorcio, com alojamentos destruidos e maquinário incendiado.

Devido a estes protestos, os trabalhadores do lixão se sentiram desmotivados a continuar o curso, temendo que o consorcio não atendece tudo o que era oferecido.

Dona Irene esta entre as que não seguiram o curso por desconfiança e preferiu seguir trabalhando sozinha, no maximo com a ajuda dos outros companheiros do lixão.

Belo Monte. Projetos faraônicos do governo federal colocam em risco a maior floresta do mundo

Belo Monte é um dos cerca de 120 projetos de barragens e hidrelétricas que o governo brasileiro tem planejado para a regiao da Amazônia a fim de gerar eletricidade para sua economia em expansão – basicamente para as indústrias. De outro lado, ambientalistas e grupos indígenas contrários a barragem se opoem ao projeto. Segundo eles, a Amazônia que abriga 60% da maior floresta do mundo, está ameaçada pelo rápido desenvolvimento do país. A área é atualmente habitada por mais de 20 milhões de pessoas e é desafiada pelo desmatamento, pela agropecuaria, mineração, projetos governamentais de construção da barragem, a especulação imobiliária, incluindo a ocupação e desmatamento de reservas florestais e terras indígenas.

Considerada a obra mais importante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, Belo Monte consumido até agora aproximadamente US$2 bilhões, que representa apenas 20% do seu orçamento. Recentemente o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) liberou US$10,5 bilhões para o consórcio que gerencia a construção de Belo Monte. US $7 bilhões serão transferidos pela Caixa Economica Federal e US$2 bilhões pelo BTG Pactual. O restante virá exclusivamente do BNDES, com recursos públicos. De acordo com a instituição, este é o maior financiamento aprovado no país e com cada liberação de recursos, a Norte Energia deve demonstrar conformidade ambiental.

As obras de Belo Monte sofreram várias paralizações desde seu início. A primeira em abril, quando operários entraram em greve reivindicando baixada (maior tempo de visitas familiares) e aumento salarial. Outra em Junho devido a ocupação indígena do canteiro durante 21 dias, exigindo o cumprimento das condicionantes que reduziriam os impactos da obra em suas aldeias. A terceira aconteceu em agosto, por decisão da justiça pelas denúncias Ministério Público Federal. A quarta em setembro, com uma nova ocupação de pescadores e indígenas por mais de um mês. Outra teve lugar em novembro, após uma reunião dos trabalhadores que se recusaram a proposta do sindicato e do consórcio, que resultou em três dias de incêndios e destruição em dois principais canteiros de obras de Belo Monte. A empresa suspendeu o trabalho e liberou os trabalhadores, alegando falta de segurança.

A mais recentemente, um grupo de cerca de 200 indigenas de oito etnias, entre elas, Munduruku, Kayapó, Arara e Jurura, ocuparam por uma semana o principal canteiro de obras de Belo Monte, onde ficará o gerador de energia da usina, exigindo que as obras fossem suspensas até que eles sejam ouvidos pelo governo federal.

Após 8 dias Tribunal Regional Federal da 1a. Região (TRF1) deferiu, às 22:40 de quarta-feira, 8, a reintegração de posse do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Foi autorizado o uso de força policial. Os indígenas solicitavam a presença de Gilberto Carvalho, secretário geral da Presidência da República para dialogar, que não compareceu.

A decisão de reintegrar a posse foi tomada pela desembargadora Selene Almeida, do TRF1, e despachada pelo juíz Sérgio Wolney Guedes, de Altamira. O despacho também indeferiu os pedidos do Ministério Público Federal (MPF) do Pará que fosse permitida a presença de jornalistas e advogados na ocupação.

Após 24 horas de tensão, a operação de reintegração de posse montada desde as primeiras horas da madrugada foi suspensa no final desta tarde. O dia foi tenso nas proximidades e no interior do sitio Belo Monte. Os indígenas que serao atingidos pelos projetos nos rios Tapajós, Teles Pires e Xingu reivindicam a consulta previa para obras que o governo federal pretende realizar em terras indigenas na Amazonia.

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The city of Altamira has been undergoing a process of accelerated population growth due to the construction of the Belo Monte hydroelectric plant that since June of 2011 is underway in the city.

Until may 2012, just 11 months after the beginning of construction work, the city jumped from 45 000 to 140 000 inhabitants (numbers of Altamira), resulting in problems in energy supply that has not been adapted to meet the growing demand in the city, heavy vehicle traffic, increase in the price of various food products, including those produced in the region, 400% increase of rent, trafficking and consumption of drugs and petty theft.

The claim of responsibility for plant construction, the Belo Monte and Consórcio Construtor North energy, which was assimilated by much of the local population, is that the works attract investment and consequently, development for the city of 100 years but who suffers from the lack of infrastructure. A desire since the beginning of the opening of the Transamazonica Highway, at the beginning of the years 1970, when Altamira was considered the capital of the Transamazonica.

Today, the city is suffering from the steady increase in the rent and food because of the population growth, still not opened vacancies on the labour market to the local citizen be able to survive in the city. Most of the employees of the construction of Belo Monte are from other States. Known as dam-building staff, the workers are mostly from other dams and large heavy constructions.

Recent study of the Federal Public Ministry To, 40% of mao only points of local labor, the remaining 60%, are predominately migratory labor, which is constantly arise in the city.

As this impact in the local economy was not able to meet the need of local workers, many families live the collection of recyclable material, preferably, removed from the dump of the city that already exists there 30 years.

Dona Irene Souza Almeida, 56 years old, is one of the 40 people who daily take of the large area where if it turns out all the garbage produced not only by Altamira, aluminum cans and plastic packaging that guarantees between 165 and  190 dollars per month on the sale of the material that is mediated by small old iron that sell for recycling industry.

Dona Irene lives alone in a small house in Liberdade, near 15 minutes from landfill, in a House rented by US$ 37.00 per month. “The owner of the House is a very good person and rented for me for this price, because she had pity to me that I’m poor,” says she, while blows away the immense amount of vultures to collect a bunch of garbage cans recently dumped by a truck the city urban cleaning.

Mother of 8 children, 7 men and 1 woman, all married, Dona Irente says that when she was married, worked in the cocoa crop in Sen. Jose Porfilio. She says she’s gone why not stand over her husband who always came home drunk and abused her. His children still work on cocoa farms in the collection area. Her daughter lives in Vitoria do Xingu, and married and works as a diarist.

Every day, dona Irene arrives to dump the 7:0 and works up to the 1:0 pm and says that already came to collect about 150 pounds between aluminium and plastic, which earned him an unexpected cash at the time that allowed him to buy a new stove.

In July 2012, Norte Energia had started a training course for all people working in the dump, which included notions of cooperative and administration and general operation press to make the bales with the material collected and all selected, properly separated. Some of the people were afraid of this course because I have faith in the company and proposals that could earn less at the end of the month, due to the costs that involve the operation of a cooperative. In the dump of Altamira, each manages its own production and how to sell. There are some cases in which two families work together and split the profit. As has no expenses, the profit is pretty much split 50% gross for each.

The course offered by the North followed not Power forward due to mistrust of scavengers, distrust that was shaken with the fishermen, indigenous protests that occupied by 2 times the power plant construction sites claiming the care that had been signed between the Consortium and Funai, Ibama to the beginning of the works and then with the workers ‘ strike that culminated in three days that was within two of the 3 main construction sitesBelo Monte, and Sitio Pimental, causing enormous damage to the Consortium, with accommodation and machinery destroyed burned.

Due to these protests, workers dump they felt unmotivated to continue the course, fearing that the consorcio atendece not all that was offered.

Dona Irene among those that did not follow the course by mistrust and preferred to follow working alone, in the maximum with the help of the other companions of the dump.

Belo Monte. Pharaonic projects of the federal Government put at risk the largest forest in the world

Belo Monte is one of about 120 dams and hydroelectric projects that the Brazilian Government has planned for the Amazon region in order to generate electricity for its growing economy – primarily for the industries. On the other hand, environmentalists and indigenous groups opposed to oppose the dam project. According to them, the Amazon which houses 60% of the largest forest in the world, is threatened by the rapid development of the country. The area is currently inhabited by more than 20 million people and is challenged by deforestation, agricultural, mining, the Government projects of construction of the dam, real estate speculation, including the occupation and deforestation of forest reserves and indigenous lands.

Considered the most important work of the growth acceleration program (PAC) of the Federal Government, Belo Monte consumed up to now about $ 2 billion, which represents only 20% of its budget. Recently the National Social Development Bank (BNDES) released US $ 10.5 billion to the consortium which manages the construction of Belo Monte. $ 7 billion will be transferred by the Federal Economic and $ 2 billion by BTG Pactual. The rest will come exclusively from the BNDES, with public resources.

According to the institution, this is the largest funding approved in the country and with each release of resources, Norte Energia should demonstrate environmental compliance

The works of Belo Monte suffered several stalls since its inception. The first in April, when workers went on strike claiming lowered (increased family visits) and salary increase. Another in June due to indigenous occupation of the construction site during 21 days, demanding the fulfillment of conditions that would reduce the impact of the work in their villages. The third took place in August, by a decision of justice by the Federal prosecution service complaints. The fourth in September, with a new fishing and indigenous occupation for more than a month. Another took place in November, after a meeting of workers who refused the Union’s proposal and the Consortium, which resulted in three days of fires and destruction in two major construction sites of Belo Monte. The company suspended work and released workers, claiming lack of security. And more recently, a group of around 200 indigenous of eight ethnic groups, among them, Arara, Kayapó, Munduruku and Jurura, occupied by a week the main construction of Belo Monte, where is the power generator of the plant, demanding that the works were suspended until they are heard by the federal Government.

After 8 days the Federal Regional Court 1a. Region (TRF1) granted, to 22:40 from Wednesday, 8, the repossession of the construction of the Belo Monte hydroelectric power plant. Was allowed the use of police force.

The Indians asked for the presence of Gilberto Carvalho, Secretary General of the Presidency of the Republic to dialogue, which did not attend.

The decision to reinstate the possession was taken by judge Selene Almeida, TRF1, and dispatched by Judge Maria Cristina Altamira Guedes, Sérgio. The order also rejected requests from the Federal Public Ministry (MPF) of Pará which was allowed the presence of journalists and lawyers in the occupation.

After tension of 24 hours the repossession operation mounted since the early hours of the morning was suspended at the end of this afternoon.

The day was tense in the vicinity and inside the Belo Monte dam site. Indigenous peoples that will be affected by the projects on the rivers Tapajós, Xingu and Teles Pires claim the query provided for works that the federal Government intends to carry out in indigenous lands in Amazonia.

Depois de quase 24 horas de tensao, reintegracao de posse em Belo Monte é suspensa.

A operação de reintegração de posse montada desde as primeiras horas da madrugada desta quinta-feira, foi suspensa pela Desembargadora Selene Almeida no final desta tarde.

O dia foi tenso nas proximidades e no interior do sitio Belo Monte, ocupado desde o ultimo dia 2 de maio por cerca de 200 indígenas de 8 etnias que reivindicam a consulta previa para obras que o governo federal pretende realizar em terras indigenas na Amazonia.

Apos a saida das tropas da Forca Nacional de Seguranca e da Policia Federal, os indigenas decidiram se retirar do principal canteiro de obras que permaneceu ocupado por 8 dias. “Como entramos de maneira pacífica, decidimos sair de maneira pacífica. Mostramos que não somos bandidos e respeitamos a decisão da Justiça. Esperamos que a nossa atitude mostre que isso é estar aberto ao diálogo”, explicou Valdenir Munduruku em entrevista coletiva aos jornalistas às portas do canteiro.

De acordo com informações de jornalistas que cobriram toda a ocupacao, um comboio da policia Federal escoltou os onibus que levavam os indigenas para a cidade de Altamira, cerca de 50 km do local das obras, as margens da rodovia Transamazonica.

O Ministerio Publico Federal do Pará entrou com pedido de suspensão de reintegração de posse no inicio da tarde desta quinta feira, alegando disposição dos ocupantes na negociação que havia se iniciado um dia antes (08). O MPF tambem mostrou preocupação quanto ao fato de a delegada da Policia Federal que comandava a operação, ser casada com um dos advogados da Norte Energia, Felipe Callegaro Pereira Fortes, autor do pedido de reintegração de posse.

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After almost tense 24 hours repossession in Belo Monte is suspended.
May 10, 2013

The repossession operation mounted since the early hours of the morning Thursday, was suspended by Judge Selene Abdullah at the end of this afternoon.

The day was tense in the vicinity and inside the Belo Monte site occupied since the last day may 2 for about 200 8 indigenous ethnic groups that claim the query provided for works that the federal Government intends to carry out in indigenous lands in Amazonia.

After the departure of the troops of the National Safety Force and the Federal Police, the indigenous have decided to withdraw from the main construction site which remained occupied by 8 days. “As we enter peacefully, we decided to leave peacefully. We have shown that we are not bandits and we respect the decision of Justice. We hope that our attitude show that it is open to dialogue, “explained Valdenir Munduruku news conference reporters at the gates of the building.

According to journalists who covered the entire occupation, a convoy of Federal Police escorted the bus that took the indigenous to the city of Altamira, about 50 miles from the site, on the banks of the Transamazonica highway.

The Federal Public Ministry  of Pará has filed a request for suspension of repossession in the afternoon of Thursday, claiming the occupants in the negotiations that had started the day before (08). The MPF also showed concern about the fact that the delegate of the Federal Police who commanded the operation, be married to one of the lawyers of the North energy, Felipe Callegaro Pereira Strong, author of the application for repossession.

Justiça determina reintegracao de posse em canteiro de obras de Belo Monte, ocupado ha uma semana por indigenas

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Indigenas Xikrin e Arara durante ocupacao do sitio Pimental, um dos canteiros de obras de Belo Monte, em junho de 2012

Anderson Barbosa

O Tribunal Regional Federal da 1a. Região (TRF1) deferiu, às 22:40 de quarta-feira, 8, a reintegração de posse do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, na região de Altamira no estado do Pará, ocupado desde o dia 2 de maio por cerca de 200 indigenas de 6 etnias. Foi autorizado o uso de força policial.
Os indígenas solicitavam a presença de Gilberto Carvalho, secretário geral da Presidência da República para dialogar, que não compareceu.

Ocupado desde o dia 2 de maio por cerca de 200 indigenas de 6 etnias que reivindicam a consulta previa aos povos indigenas em obras que atingirao suas terras.

A decisão foi tomada pela desembargadora Selene Almeida, do TRF1, e despachada pelo juíz Sérgio Wolney Guedes, de Altamira. O despacho também indeferiu os pedidos do Ministério Público Federal (MPF) do Pará que fosse permitida a presença de jornalistas e advogados na ocupação.

Um dia após a ocupação, justica deferiu a reintegração de posse para nao indigenas que estivessem participando da ocupação. Tres jornalistas que cobriam o protesto  foram expulsos por cerca de 100 homens da Força Nacional. Um deles foi multado em R$1.000,00 com base em um interdito proibitorio de 2011.

De acordo com informações, militares se mobilizam para realizar a reintegração de posse ainda nesta madrugada, descumprindo o artigo 172 do do Código de Processo Civil que determina que atos processuais realizar-se-ão em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas.

Com informacoes do CIMI (Conselho Missionario Indigenista)

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The Federal Regional Court of the 1st. Region (TRF1) granted, to 10:40 pm from this Wednesday, 8, the repossession of the construction of the Belo Monte hydroelectric power plant in Altamira in para State, occupied since May 2 for about 200 of  indigenous of various ethnicities. Was allowed the use of police force.
The Indians asked for the presence of Gilberto Carvalho, Secretary General of the Presidency of the Republic to dialogue, which did not attend.

Occupied since May 2 for about 200 indigenous of 6 races who claim the query provided to indigenous peoples in works that atingirao their land.

The decision was taken by judge Selene Almeida, TRF1, and dispatched by Judge Maria Cristina Altamira Guedes, Sérgio. The order also rejected requests from the Federal Public Ministry (MPF) of Pará which was allowed the presence of journalists and lawyers in the occupation.

A day after the occupation, Justice granted the repossession not indigenous were participating in the occupation. Three journalists covering the protest were driven away by about 100 men of the National Force. One of them was fined $ 1,000 .00 based on a prohibited proibitorio of 2011.

According to information, the military mobilized to perform the repossession still this morning, breaking the article 172 of the code of Civil procedure that determines that procedural acts shall be held on weekdays, from 6 (six) to 20 (twenty) hours.

Indigenas de 8 etnias ocupam novamente canteiro de obras de Belo Monte

Imagem aerea de umas das barragens provisorias no rio Xingu, para a construcao da hidreletrica de Belo Monte no estado do Pará. Foto: Anderson Barbosa/Fractures Photo Collective

Por Anderson Barbosa/Fractures Photo Collective

Desde a ultima quinta-feira, dia 02/05, indigenas de oito etnias ocupam mais uma vez o canteiro de obras da hidreletrica de Belo Monte, 50 km da cidade de Altamira, no sudoeste do Pará.

Os indigenas de oito povos atingidos pela construção de hidrelétricas nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires ocupam o principal canteiro da barragem, o Sítio Belo Monte, exigindo que as obras sejam suspensas até que eles sejam ouvidos pelo governo federal.

Desde o inicio das obras, ha cerca de uma ano e meio, ocorrem protestos contra o projeto da hidreletrica por populacoes atingidas. Desde indigenas a pescadores, ribeirinhos e trabalhadores das obras.

Belo Monte é um dos projetos de barragens e hidreletricas que o governo brasileiro tem planejado para a regiao da Amazônia a fim de gerar eletricidade para sua economia em expansão – basicamente para as indústrias. De outro lado, ambientalistas e grupos indígenas contrarios a barragem se opoem aos projetos e reivindicam a regulamentação da consulta prévia. Segundo eles, a Amazônia brasileira, que abriga 60% da maior floresta do mundo, está ameaçada pelo rápido desenvolvimento do país.

Considerada a obra mais importante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e programada para ser a terceira maior hidreletrica do mundo, Belo Monte vem consumido até agora aproximadamente US$2 bilhões, que representa apenas 20% do seu orçamento. Em novembro de 2012, o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) liberou US$10,5 bilhões para o consórcio que gerencia a construção de Belo Monte. US $7 bilhões serão transferidos pela Caixa Economica Federal e US$2 bilhões pelo BTG Pactual. O restante virá exclusivamente do BNDES, com recursos públicos.
De acordo com a instituicao, este é o maior financiamento aprovado no país e com cada liberação de recursos, a Norte Energia deve demonstrar conformidade ambiental.

Since last Thursday, may 02, eight indigenous ethnic  occupy again the construction site of the construction of the Belo Monte dam, 50 km from the city of Altamira, Pará.
The eight indigenous people affected by the construction of dams on the rivers Tapajós, Xingu and Teles Pires occupy the main building of the dam, the Belo Monte Dam Site, demanding that the work be suspended until they are heard by the federal Government.

Since the beginning of the works, there is about a year and a half, there are protests against the construction project by stricken populations. Since the indigenous fishermen, workers and coastal works.

Belo Monte is one of the projects of dams and hidroeletrics that the Brazilian Government has planned for the Amazon region in order to generate electricity for its growing economy – primarily for the industries. On the other hand, environmentalists and indigenous groups to oppose dam against projects and claim the rules of prior consultation. According to them, the Brazilian Amazon, which is home to 60% of the largest forest in the world, is threatened by the rapid development of the country.

Anderson Barbosa/Fractures Photo Collective